[Este é o 2º de 5 devocionais sobre o tema da Confederação Nacional de Mocidade para o quadriênio 2022-2026, "Cartas de Cristo"]
Por que cartas fazem bem? Sim, cartas. Se você nunca recebeu uma carta do seu amado ou amada, sinto muito. Eu sei, eu sei, também sou dessa geração digital, do Whatsapp, MSN (ICQ, para os que beiram os quarenta), mas já recebi carta da esposa, quando ainda não era esposa. Ah sensação gostosa.
Por que aquilo me fez tão bem? Porque cartas têm palavras. Sim, uma obviedade (não dizem que o óbvio precisa ser dito?). Cartas são amontoados de palavras.
"Palavra", uma palavra importante. "No princípio, era a Palavra". A Palavra veio a nós para revelar a mente e o ser de Deus. A Palavra era (e é) o resplendor da glória e a expressão exata do ser divino. Só conhecemos a Deus por causa da Palavra (e de palavras). Só conhecemos um ao outro, verdadeiramente, por causa das palavras (e da Palavra).
A palavra é tão fundamental para os relacionamentos, que a Bíblia está cheia de conselhos sobre como fazer bom uso delas. Escrevendo aos colossenses, o mesmo apóstolo que nos chamou de cartas de Cristo disse:
A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um. (Colossenses 4.6)
Ser uma carta viva é testemunhar da glória que nos foi revelada em palavras. E fazemos isso tantas vezes por meio delas. Na pregação, evangelização, claro, mas também no aconselhamento, na exortação, na repreensão, no diálogo.
A palavra é a matéria do nosso pensamento, do nosso interior. Jesus disse que da boca saem palavras que revelam do que está cheio nosso coração. Somos tentados o tempo todo a usar a língua como uma espada afiada para ferir um irmão.
Assim, buscar ser uma carta de Cristo significa também, e especialmente, cuidar das nossas palavras. Somente a sabedoria do alto pode nos guiar nisso. A palavra do cristão deve ser agradável, doce, sábia, temperada. Pois só assim refletirá a beleza e o poder da Palavra que dá vida.
- Misael Pulhes